Escreva suas idéias

A neblina na serra e a sua mente cheia de ideias são muito parecidas.
Sem que possam ser vistas com clareza de detalhes, elas acabam se perdendo.

A forma de começar a limpar a neblina é tirar as ideias da cabeça e colocá-las em outro lugar. Assim como recomendo que você organize suas tarefas a fim de gerenciar seu tempo, é necessário tirar as ideias da cabeça se quiser filtrá-las e executá-las. Tirar ideias da cabeça significa escrevê-las (ou gravar em áudio, se preferir) para que possamos passar para outras etapas da seleção.

Pode parecer simples, mas, quando perguntei às pessoas do teste se elas tinham o costume de escrever suas ideias, apenas 38% disseram que faziam isso com regularidade.

Nessa primeira etapa do processo de seleção de ideias, o objetivo é es crever todas as ideias que rondam a cabeça. Não se preocupe se são viáveis nem se são muito importantes para você. Também não ligue para o que os outros vão pensar. Apenas escreva tudo o que lhe vai na cabeça. (…)

2. Agrupe suas ideias em Equilíbrio e Resultado

Antes de selecionar suas ideias é necessário verificar se você tem clareza do que realmente necessita neste momento da sua vida. Sem saber o que precisa, tudo vai servir, você ficará sem foco e mais e mais ideias vão brotar em sua cabeça. (…) Agrupar ideias permite identificar essa deficiência e o ajuda a reforçar aquelas de que realmente necessita e a não ficar na mesma para sempre. Existem milhares de exemplos de ideias em cada uma dessas áreas. Vou citar alguns, para reforçar o que foi discutido anteriormente:

Ideias de equilíbrio: tempo para a família; melhorar a saúde; descobrir meus hobbies; achar o verdadeiro amor; descobrir minha missão pessoal; emagrecer; reduzir o estresse; desenvolver meu lado espiritual; melhorar minha capacidade de feedback; viver intensamente; melhorar meu relacionamento com fulano; sair do sedentarismo; parar de fumar; aceitar minha autoimagem; adquirir mais cultura; aproveitar o que já tenho; aprimorar minha capacidade de dizer não a algo que não me agrade etc.

Ideias de resultado: falar inglês fluente; MBA em gestão empresarial; desenvolver carreira de consultor; fazer dinheiro na minha profissão; comprar casa própria; viajar para Disney; obter cargo de diretor; criar meu próprio negócio; aprender a investir meu dinheiro; correr a maratona de São Paulo; ganhar o prêmio profissional do ano; escrever um livro etc. Claro que são apenas exemplos, e não ideias, que você precisa usar. Dificilmente alguém além de você é capaz de entender suas mais profundas necessidades e, quando tentam, você pode até aceitar, mas, se não for algo que queira, a ideia vai ser bloqueada na fase de procrastinação. Repare que essas ideias são bem vagas, portanto este não é o momento de julgá-las, apenas de agrupá-las. (…)

3. Defina o que é prioritário


Agora que já temos as ideias e sabemos a que grupo pertencem, é o momento de ver quais delas vamos levar adiante. Se o problema de ter ideias é o excesso, a solução é ter poucas ideias, mas ideias que realmente nos ajudem a obter aquilo de que precisamos (equilíbrio e resultado). (…) Priorizar é a chave para você filtrar suas ideias para saber o que precisa ser feito e o que deve ser posto de lado no momento ou mesmo apagado de vez da sua vida. Quem tenta fazer tudo não faz nada, só gasta energia, tempo e perde as oportunidades. (…) O primeiro passo para priorizar é definir as variáveis que servirão para avaliar todas as ideias. Você pode criar suas próprias variáveis e critérios (desde que sejam poucos), mas sugiro como início estes três:

Necessidade: esta, sem dúvida, é a variável mais importante. Se você não precisa, para que investir tempo e energia? Entendendo a relação entre resultado e equilíbrio, aquilo em que você pensou é realmente o que você mais precisa? A ideia é extremamente necessária para sua vida? Conseguirá viver sem essa ideia feliz?

Viabilidade: eu adoraria fazer uma campanha nacional para mudar os dispositivos do código penal brasileiro, que considero um dos maiores problemas do país, mas infelizmente não é uma ideia viável neste momento da minha vida. No mínimo seria um esforço hercúleo que poderia comprometer outras prioridades. Sua ideia é viável? Você é capaz de executá-la ou ela é apenas um sonho distante?

Paixão: ideias não podem ser apenas racionais, precisamos do nosso cérebro emocional para apoiar a persistência no caminho. Você está apaixonado a ponto de querer se dedicar à sua ideia? Sem paixão nada acontece; se você não vai se apaixonar por sua ideia, para que insistir em algo que vai se dissolver em pouco tempo? Essas variáveis precisam ter um peso, uma nota que permita classificar nossas ideias. Eu sugiro um peso maior para necessidade, algo como uma nota 3, depois para viabilidade (nota 2) e, em seguida, para paixão (nota 1). Fique à vontade para montar sua própria escala. Se não tiver uma, experimente esta que testamos e veja se funciona. (…)

4· Filtre de forma racional e emocional

Com as ideias escritas, classificadas na variável da matriz que indica o que você mais precisa no momento e já com o devido peso atribuído, é o momento final de seleção. Para dar seguimento, selecione as cinco ideias (caso não tenha cinco ideias, não há problema, melhor ainda) que tiveram maior pontuação na fase anterior (…). Se você chegou até aqui é porque conseguiu limitar seu número de opções, de informação e tem alguns critérios que podem ajudá-lo a decidir. O que fizemos até agora foi preparar o terreno para ajudar seu cérebro a decidir melhor o que deve ser feito. Nós filtramos suas ideias e deixamos apenas aquelas mais coerentes com o seu propósito de conseguir mais resultados e equilíbrio na vida. Se as ideias selecionadas ainda não são totalmente satisfatórias para você, sugiro que espere alguns dias ou até algumas semanas e repita todo o processo a fim de verificar se as ideias se confirmam ou são alteradas. Dê tempo ao tempo: às vezes, você precisa esperar um pouco para que as ideias assentem na sua cabeça. O processo de escolha do nosso cérebro é extremamente complexo, tem muitas áreas envolvidas, não permite ter uma fórmula única de tomada de decisões. Agora é o momento de pensar racionalmente e também emocionalmente; é o momento do feeling, pois na escuridão da incerteza humana é que na maioria das vezes, lá no fundo, sabemos o que vai dar certo.

priscilapestana@adv.oabsp.org.br

(14)3522 6870

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